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Out 09

Deseja-me,

podes estender os teus longos abraços de fogo,

mulher,

até onde me ardas,

até onde me sejas um inferno,

um pecado mortal,

até onde tomes posse

do meu corpo quente,

ah, tão quente,

até onde me fervas o sangue

e as vísceras

e os ossos se derretam e extingam

no teu vórtice ardente,

até onde me saibas ao fim dos tempos,

até ao cair incendiado do último sol,

até onde o próprio deus

não ouse compadecer-se de nós.

Deseja-me, mulher,

mas não te insistas em mim.

Não te repitas em mim.

Não ecoes em mim.

Deseja-me como uma lâmina no ventre,

como uma ferida aberta,

como uma fúria aberta,

deseja-me lenta, voraz, desperta,

deseja-me atenta ou distraída de mim,

mas não me repitas,

mulher,

não te insistas,

mulher,

deseja-me uma vez,

uma única vez,

deseja-me com um amor sem réplicas,

uma vez só: e depois foge,

e depois corre

com os teus passos mais rápidos de correr,

foge com o teu medo

nos passos do teu instinto,

não me repitas,

não me insistas,

não ecoes em mim,

porque eu não quero,

eu não quero pensar em ti

como se fosses minha,

mulher.

publicado por nanferdinan às 17:13

2 comentários:
Adoro mesmo mesmo este, ;)
Obrigado amigo
Demian a 29 de Outubro de 2009 às 17:02

Lindo mesmo ; )
Amar....simplesmente amar...da forma mais pura que existe :D
K fogo...k paixao...(tu sentes mesmo com o coração...era so pa rimar) ehehhe

ADRT...com todas as vogais e consoantes...e com todo o meu ser *** Obrigdo por tudo ;)
seilá a 2 de Novembro de 2009 às 01:03

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